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Crisópolis aguarda publicação da Cartilha Histórica

Elaborada pelo saudoso Professor Nélson Santiago, a Cartilha Histórica de Crisópolis ainda não foi publicada e a população anseia por ver seus filhos tomando conhecimento da História da sua cidade nas escolas do município



crisópolis, igreja, município, bahia, história‘Cartilha’ produzida pelo eterno e saudoso amigo de Crisópolis Professor Nelson Almeida Santiago (in memoriam) que extraordinariamente contribuiu para a formação intelectual, social e cultural do município, no propósito de ser suplementada, editada e publicada como cartilha histórica. Esperançosa a população aguarda ver este conteúdo fazendo parte do material de estudo das crianças nas séries iniciais das escolas do Município.

  • Dados históricos do município de Crisópolis, colhidos do material produzido por Nelson:
  

História de Crisópolis-Bahia


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O Município de Crisópolis alicerça a sua origem histórica nos fatos que nortearam as peregrinações encetadas por Antonio Vicente Mendes Maciel (Antonio Conselheiro), que, segundo carta datada de 10 de novembro de 1886, de Luiz Gonzaga de Macedo, então delegado de polícia de Itapicuru, o delatava ao Dr. João Bernardo de Magalhães, Chefe de Polícia da Bahia, em cujo documento era denunciada como desnecessária e dispendiosa a construção da capela do Bom Jesus nos terrenos da Fazenda Dendê de Cima pertencente as Senhoras Dionísia Florinda de Santana e Bernardina Francisca da Conceição, conforme constam dos registros datados de 1857 do cartório de imóveis de Itapicuru.

Nesta localidade, em um agradável tabuleiro, o peregrino ergueu um barracão para pouso de romeiros; nas proximidades cavou um tanque e, tendo mandado derrubar a mata, deu inicio a construção da Capela que teve a sua sagração em 1982, ato que contou com a benção do Cônego Agripino da Silva Borges, vigário da freguesia de Nossa Senhora de Nazaré do Itapicuru de Cima, reconhecidamente, amigo do Conselheiro.

O arraial, plantado à sombra da Capela, onde também se faz morador o próprio Conselheiro, teve um florescente crescimento sob a denominação de Bom Jesus, sofrendo mais tarde acentuado despovoamento, quando inúmeras famílias passaram a compor o séqüito liderado pelo Conselheiro rumo aos sertões de Canudos para se estabelecer no fatídico arraial de Belo Monte.

Anos mais tarde, a povoação de Bom Jesus passa a denominar-se Vila Rica do Bom Jesus, período em que foi termo sede da Intendência de Vila Rica, tendo sido administrada pelos intendentes: José Ricardo, José Alexandre, Silvino Passos, Francisco Alves Filgueiras e Marco Dantas de Menezes, dentre outros não mais lembrados por antigos moradores.

Em 13 de agosto de 1935, em face do Decreto Estadual nº. 9.673 deu-se a extinção do Município de Vila Rica, sendo o seu território incorporado ao Município de Itapicuru, segundo registro assentado na Enciclopédia dos Municípios Baianos, organizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Com o Decreto Estadual nº. 11.089 de 30 de novembro de 1938 foi alterada a denominação de Bom Jesus para Crisópolis, que através da Lei Estadual nº. 1.638 de 12 de março de 1962 consumou a sua restauração, desmembrando-se política e administrativamente do Município de Itapicuru, ocorrendo a sua instalação a 7 de abril de 1963.

Geografia – Economia – Estatística


cultura, mandioca, crisópolis, produçãoA área territorial do Município é de 416 km², contando com uma população de 20.000 habitantes aproximadamente. Situado no Nordeste Baiano na microrregião de Alagoinhas, faz limites com os seguintes Municípios: Acajutiba, Aporá, Itapicuru, Olindina e Rio Real. Localiza-se a 215,5 km. de distância da Capital. Altitude de 140 metros, Longitude 38º e 0:10 minutos Oeste de Greenwich, Latitude 11º e 0:30 minutos Sul. O Município possui clima temperado, máximas de 38º e mínimas de 22º período de inverno, caracterizado por chuvas torrenciais em abril, maio e junho; após estes meses a estação volta ao seu curso normal (junho/setembro).

A principal fonte de renda do Município é a agropecuária, com criação de bovinos e caprinos, e os principais produtos da lavoura são: mandioca, milho e feijão. Frutas: manga, caju, côco-da-Bahia.

Turismo e Folclore

O ponto turístico da cidade é a Igreja do Bom Jesus edificada pelo Conselheiro em 1892, conservando ainda o traço Conselheirista, inclusive nos estilos gótico e manuelino. No folclore destacam-se Ternos de Zabumba, São João, Cosme e Damião (todas sem grandes divulgações fora do Município).

A maior e a mais importante festa do Município é a do Padroeiro Senhor Bom Jesus que ocorre anualmente entre a penúltima e a última semana do mês de janeiro, com a tradicional queima de fogos, leilões e o novenário bastante concorrido e animado pela população.
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Nélson Almeida Santiago (1940 – 2013). Cartilha Histórica do Município de Crisópolis prod. em 18 de abril de 2008.



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1 comentários:

  1. Poderia adicionar à mesma o trabalho organizado pelos alunos da UNEB-Crisópolis pois só iria contribuir para q nossos filhos e netos tivessem uma base real e concreta da história da nossa cidade.

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